Beta-Bloqueadores – Medicamentos para Pressão Alta!

Usa Beta-Bloqueadores? Está em dúvida sobre eles? Os BetaBloqueadores são medicamentos para pressão alta (hipertensão) muito conhecidos e muito utilizados. Deseja saber mais sobre eles? Continue lendo…

Existem muitas dúvidas relacionadas às medicações para pressão arterial e outras medicações para doenças do coração. Todas elas tem efeitos colaterais (uns pequenos, outros de maior importância) e que precisam ser comunicados aos seus médicos. Faremos algumas considerações sobre alguns deles, algumas classes de medicações e usaremos este post para nos guiar para esclarecer melhor alguns efeitos colaterais e formas de usar os medicamentos do coração.

Os Beta-Bloqueadores (atenolol, metoprolol e outros “…ol”):

Promovem diminuição inicial do débito cardíaco e da secreção de renina, havendo readaptação dos barorreceptores  e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas. 47,48
Os fármacos de terceira geração (carvedilol, nebivolol)  além das ações anteriores, têm efeito vasodilatador por  mecanismos diferentes: o carvedilol, pelo seu efeito de bloqueio concomitante do receptor alfa-1 adrenérgico; 47-50 e o  nebivolol, por aumentar a síntese e liberação de óxido nítrico no  endotélio vascular. 47,48,50

O propranolol mostra-se também útil  em pacientes com tremor essencial, síndromes hipercinéticas,  cefaleia de origem vascular e hipertensão portal. 47,48

Quais são os medicamentos Betabloqueadores?

  • Atenolol (Ablok)
  • bisoprolol fumarato (Concor)
  • bisoprolol + hidroclorotiazida (Biconcor)
  • tartarato de metoprolol (Lopressor)
  • succinato de metoprolol (Selozok)
  • nadolol (Corgard)
  • pindolol (Visken)
  • cloridrato de propranolol (Inderal)
  • cloridrato solotol (Sotacor)
  • maleato de timolol

Efeitos Colaterais dos Beta-Bloqueadores:

Efeitos adversos Broncoespasmo, bradicardia, distúrbios da condução  atrioventricular, vasoconstrição periférica, insônia, pesadelos,  depressão psíquica, astenia e disfunção sexual. Os BB de
primeira e segunda geração são formalmente contraindicados  a pacientes com asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva  crônica (DPOC) e bloqueio atrioventricular de segundo e  terceiro graus, podem acarretar intolerância à glicose, induzir ao  aparecimento de novos casos de DM, hipertrigliceridemia com  elevação do LDL-colesterol e redução da fração HDL-colesterol.

 

O impacto sobre o metabolismo da glicose é potencializado quando são utilizados em combinação com DIU. Os BB de  terceira geração (carvedilol e o nebivolol) têm impacto neutro
ou até podem melhorar o metabolismo da glicose e lipídico, possivelmente em decorrência do efeito de vasodilatação com  diminuição da resistência à insulina e melhora da captação de
glicose pelos tecidos periféricos. 47,50 Estudos com o nebivolol  também têm apontado para uma menor disfunção sexual,  possivelmente em decorrência do efeito sobre a síntese de
óxido nítrico endotelial. 47,50

 

As medicações para pressão arterial elevada e para arritmia são muito utilizadas pelos cardiologistas. Algumas dúvidas são comuns e precisam de esclarecimentos.

1 – Para quê servem: Servem para controle de pressão arterial e para controle de arritmia cardíaca.

2 – Eles podem agravar arritmias: Não, não agravam arritmia; o objetivo deles é o controle.

3 – Como utilizar: esta medicação, como qualquer outra, deve ser utilizada conforme a prescrição do médico.

4 – Posso utilizá-la de vez em quando? Não, não deve! Assim como qualquer outra medicação para hipertensão ou arritmia, ela precisa de um tempo para atingir sua ação plena; deste modo, quando você a utiliza somente de vez em quando, não há como ela agir adequadamente. Exceção a este caso, quando há uma prescrição específica do médico para fazer isso.

5 – O uso continuado faz mal? No geral, havendo a indicação para a medicação, não há problema em utilizar o “…ol ” por período longo.

6 – Quais os principais efeitos colaterais: os efeitos mais comuns queixados pelos pacientes são edema de membros inferiores (pernas) e redução da capacidade de fazer exercícios, bem como alteração da função sexual. Outra observação é o possível ganho de peso e elevação da glicose e do colesterol.

Conheça também o efeito rebote no próximo post.

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Author: Dr. Leonardo Alves

Médico, Cardiologista que entende que a internet pode e deve ser uma fonte inesgotável de informações para os pacientes. CRMMG: 33.669 - Trabalha na Clínica Cardiovasc, em Teófilo Otoni, MG

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3 Comments

  1. O problema é que poucos médicos são como o senhor. A maioria é impaciente e não gosta de dar explicações.

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  2. Dr. tenho feitos vários exames e alguns temos uma resposta positivas, outras negativas. Em novembro fiz uma cintilografia que deu negativa para isquemia, o que me deixou bem tranquila. Nos outros sempre uma coisinha entra, mas minha médica receita remédios e por enquanto encontro-me medicada. Tomo diovan triplo, 80 mg/ selozook/ e meio rivotril para dormir além de cresto 10 para meu colesterol altoi sinto muitas dormencias e queimação no lado esquerdo, ale´m de tonturas e mal estar constantes. Isso me deixa ansiosa e preocupada. Além do mais tenho estrassístoles em grau elevado, mais de 3000! isso é preocupante dr???.

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  3. Ola Leonardo, tenho uma curiosidade: tenho 37 anos e de um ano pra cá meu coração passou a bater rapido, acima de 100, especialmente pela manhã. Ele sempre foi acelerado hehe, mas piorou e o cardiologista passou atenolol, de 25, e tomo somente metade, que é suficiente pra controlar. O que me levou ao médico foi uma caminhara pela manhã onde passei mau, coeração 160bpm e um incomodo crescente. Tireóide normal. Tinha estresse mas mesmo depois de calmo continua.

    Minha curiosidade é: isso é comum? Os exames dão normal, é como um coração “desregulado” hehe. Isso pode melhorar ou piorar com o passar dos anos? Ja tentei tirar o atenolol devagar mas acontece de um dia o coração acelerar, bater forte, incomoda bastante.

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