“Fique tranquilo que é normal. Vá para casa e relaxe! Tome um suco de maracujá! Não vai te matar!” Quantas vezes você já ouviu frases como essa de médicos? Mas o problema é que as Palpitações não vão embora! Será que sou louco ou o quê… Descubra o motivo! Confira!

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Conheça Jorge – o estopim curto!

Extr-sístoles e PalpitaçõesJorge não era daqueles pacientes tidos como tranquilo! Era músico, mas as batidas do seu coração é que estavam fora do ritmo.

Ele era do grupo de pacientes que são extremamente intolerantes às palpitações e as odeia, mesmo.

Ele pesquisava pela internet e nunca estava tranquilo. Uma notícia na televisão de qualquer famoso que tinha um problema cardíaco já lhe deixava totalmente preocupado.

 

A Avaliação Inicial de Jorge:

Jorge sempre vinha em meu consultório e dizia que seu coração soltava “bolhas” e que ele não suportava! Logo de cara, percebi que eram as palpitações.

Jorge já havia visitado outros cardiologistas com essas mesmas queixas e sentia que nenhum deles dava a atenção que ele precisava.

Assim, como a grande maioria dos pacientes que tem Palpitações – Jorge fazia uma peregrinação em busca de solução para seu problema.

Suas Queixas:

Jorge sentia cerca de 2 palpitações por mês!

“Não são frequentes, Doutor, mas quando vem, parecem uma Bomba atômica no meu peito!!

 

Às vezes uma bolha, outras vezes, um BOMBA ATÔMICA… Ele queria uma solução!

 

Seu Exame Físico:

  • Exame físico: estava com sobrepeso.
  • Pressão Arterial: 122/76mmHg
  • Frequência cardíaca: 88 bpm.
  • Sem sopros cardíacos.

Seu Eletrocardiograma:

Seu Holter mostrou:

  • Total de Batimentos: 121.000 batimentos.
  • Total de Extra-sístoles: Zero.
  • Total de Palpitações: Zero

“Quê ódio, dizia ele, quando coloco o aparelho, não dá nada!” Dizia ele.

 

Seu Ecocardiograma mostrou:

  • Função sistólica biventricular preservada.
  • Câmaras cardíacas de dimensões normais.
  • Insuficiência tricúspide em grau leve.

 


 

O quê fazer com Jorge?

Se você já vem lendo esses artigos e casos clínicos, viu que uma das primeiras etapas na avaliação e no tratamento dos pacientes com palpitação é descobrir qual arritmia é a responsável pelas palpitações e pelos sintomas do paciente.

O tratamento das Extra-sístoles e Palpitações deve ser baseado no diagnóstico e em um um guia. Não adianta nada e não é aconselhável dar medicação só para aliviar sintomas sem saber a causa – principalmente em pacientes ansiosos e outros com síndrome do pânico. A avaliação adequada dos sintomas é importante mas também é fundamental saber se o coração do paciente é normal ou não.

O caso de Jorge, músico, é muito ilustrativo de como você precisará mudar algumas coisas da sua vida para conviver / viver (e não morrer) por causa das palpitações – há tratamento e é possível evitar uma tragédia psicológica e física. Confira.

 

Passo #1: Jorge não tem lesão estrutural?

A maior preocupação que o médico deve ter é saber se o paciente tem lesão estrutural cardíaca. Com um ecocardiograma normal, Jorge não tinha lesão cardíaca.

Palpitações Raras

 

Passo #2: Qual a Arritmia de Jorge?

Como você viu, Jorge já fez vários exames de Holter e nenhum deles conseguiu diagnosticar qual era a sua arritmia.

Muito provavelmente, as arritmias são as Extra-sístoles, mas não dá para “ACHAR” e começar o tratamento. É preciso ter a certeza exata, caso contrário, estaríamos realizando um tratamento no escuro!

 

Passo #3: O Custo/beneficio!

Como você viu, Jorge já fez vários exames de Holter e nenhum deles detectou a causa da Palpitação.

Você também viu que os sintomas são TÃO RAROS que é necessário se fazer uma pergunta:

 

Jorge, você gostaria de trocar um sintoma que ocorre DUAS VEZES POR MÊS por um remédio/medicação que não oferece 100% de garantia de melhora, que você usará TODOS OS DIAS?

 

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Esta é a questão!

  • A grande maioria dos pacientes não quer usar medicações para sintomas que são somente eventuais, como o de Jorge.
  • Outros, preferem utilizar.
  • E outros, quando utilizam medicações, pode sentir os efeitos colaterais típicos dos medicamentos.

 

E você? Gostaria de utilizar medicação?

A pergunta precisa ser feita ao paciente! Você acha vantajoso?

 

Fique tranquilo, você não vai morrer!

O paciente (e o médico) ficam em uma encruzilhada!

Quando o médico fala para o paciente que o sintoma não irá lhe matar e que ele pode ficar tranquilo, esse médico é quase sacrificado!

Pacientes como Jorge (ansiosos e de estopim curto) ficam terrivelmente irritados!

 

Palpitações e Extra-sístoles sem doença Estrutural… 

O caso de Jorge (provavelmente) é um caso de Extra-sístoles raras, que dificilmente são diagnosticadas mas que causam um terrível incômodo nos pacientes.

Como você já leu: quando o coração é estruturalmente normal, o risco de morte súbita é pequeno e as orientações aos pacientes são suficientes para uma melhora das palpitações.

Outros, muito ansiosos, precisam entender que um tratamento para ansiedade pode ajudar muito no controle dos pacientes.

 

O quê Jorge não contou!

Jorge deu a dica, mas só depois de alguns meses ele me contou que utilizava muito energético para conseguir ficar a noite acordado.

Lembra-se que ele é músico?

Ele também relatou que não dorme adequadamente durante o dia e está sempre com seu sono em falta – pois precisa trabalhar durante o dia e ainda ser músico á noite.

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Fica a Dica…

Mudar o estilo de vida, evitar alimentos energéticos, praticar atividades físicas regulares são fundamentais para um bom controle das palpitações.

O tratamento depende de médico e pacientes e, algumas vezes, até outros membros da família.

#FicaADica!

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