Fração de Ejeção Normal e Alterada é uma descrição frequente no ecocardiograma e a grande maioria dos pacientes tem dúvidas a respeito. Qual o valor normal? Quais os indícios de melhora? e de piora? Nesse artigo, você entenderá muita coisa sobre a Fração de Ejeção. Confira!

fração de ejeção

fração de ejeção

O que significa o termo “fração de ejeção”? O que ele mede?

A Fração de ejeção (Abreviação que usaremos neste artigo: FE) é uma medida da porcentagem de sangue que deixa seu coração cada vez que contrai/bate/pulsa. 1)Ejection Fraction Heart Failure Measurement.

Você sabe que durante cada ciclo de bombeamento do coração, o coração se contrai e relaxa. Quando seu coração se contrai, ele ejeta sangue das duas câmaras de bombeamento (dos ventrículos). Quando seu coração relaxa, os ventrículos se enchem de sangue.

Fato: O Coração nunca ejeta todo o sangue de dentro dele!

Não importa quão forte a contração, ele nunca é capaz de bombear todo o sangue de um ventrículo. O termo “fração de ejeção” refere-se à percentagem de sangue que é bombeado para fora de um ventrículo a cada batimento cardíaco. 2)Ejection fraction: What does it measure?

Fração de Ejeção: Para entender melhor!

  • Antes de contrair: Imagine que chegue ao coração: 100mL de sangue a cada batimento.
  • Após a contração: Após a contração, há 30mL de sangue – ou seja, 70mL foi ejetado.
  • Qual a Fração de Ejeção: 70% (que é o calculo: (100 mL – 30mL )/100mL = 70mL/ 100mL
  • Resultado: Fração de Ejeção: 70% (ou 0,70)

Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo!

O ventrículo esquerdo é a principal câmara de bombeamento do coração que bombeia sangue oxigenado através da aorta ascendente (para cima) para o resto do corpo, de modo que a fração de ejeção geralmente é medida apenas no ventrículo esquerdo (VE). Quando se fala em FE, está subentendido que é do Ventrículo Esquerdo, apesar de o Ventrículo direito também ejetar sangue (só que não é medido da mesma maneira).

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Qual a Fração de Ejeção Normal?

Uma fração de ejeção do VE de 55% ou mais é considerada normal. Uma FE do VE de 50 por cento ou inferior é considerada reduzida. Especialistas variam em suas opiniões sobre uma fração de ejeção entre 50 e 55 por cento, e alguns consideram isso um intervalo “limite”.

Tenha em mente que a fração de ejeção é apenas uma das medidas da função cardíaca. Mesmo com uma fração de ejeção normal, a função cardíaca geral pode não ser normal. Portanto, não se fixe em um só número ou medida/parâmetro da avaliação – só seu médico poderá avaliar adequadamente. Fale com o seu médico se tiver dúvidas sobre o seu coração.

Variações da Fração de Ejeção, mas dentro dos limites normais!

Alguns pacientes fazem ecocardiograma com mais frequência que outros – um exemplo disso são os exames para CHECK-UP. Normalmente, o Ecocardiograma desses pacientes apresenta fração de Ejeção normal, com uma descrição do tipo: “Função sistólica biventricular preservada.”

Vamos imaginar:

  • Em 2016, o paciente Pedro, de 32 anos, sem qualquer fator de risco para doença do coração, faz ecocardiograma para avaliação para prática esportiva (maratona) e o resultado do seu ecocardiograma dá uma Fração de Ejeção de 70%. Como vimos, acima de 55%, é normal e, após avaliação médica e outros exames, ele é liberado para a sua prática esportiva.
  • Em 2017, o mesmo paciente Pedro, de 33 anos, retorna para nova avaliação e realiza outro ecocardiograma e o resultado do seu ecocardiograma tem Fração de Ejeção de 65%. Um valor ainda normal, mas ABAIXO dos 70% do ano passado. A pergunta que surge é: meu coração piorou?

A resposta é: não, o coração de Pedro não piorou.

A verdade é que há variações nos valores da FE em pacientes normais, mas dentro dos limites normais, ou seja, acima de 55%. Exemplos:

  • Em 2014: Fração de Ejeção: 72%
  • Em 2015: FE: 68%
  • Em 2016: FE: 76%
  • Em 2017: FE: 65%

Em todas estas situações acima, a Função sistólica do ventrículo esquerdo está normal. Elas oscilam, mas dentro dos limites normais. Por quê?

  1. Mesmo que o mesmo médico tenha feito todos os ecocardiogramas, essas variações são possíveis e isso ocorre por diversos motivos.
  2. É humanamente impossível e improvável que dois médicos que fazem o ecocardiograma obtenham as mesmas medidas – há uma margem de erro entre os examinadores (normalmente: 10%).
  3. A força de contração do coração oscila a todo momento e não é fixa, oscila pouco, mas nunca é um valor fixo, eternamente fixo.

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A fração de ejeção pode diminuir?

Diferente do parágrafo anterior em que tratamos de mudanças na FE oscilando (diminuindo ou aumentando) acima dos valores normais, agora vamos tratar de redução na FE abaixo dos valores normais – um problema cardíaco, efetivamente.

Sim, a FE pode diminuir e o nome dessa diminuição é DISFUNÇÃO SISTÓLICA, que é o mesmo que dizer MÁ FUNÇÃO SISTÓLICA.

Algumas doenças podem causar redução da Fração de Ejeção:

Como aumentar a fração de ejeção?

A fração de ejeção costuma ser baixa em pacientes com insuficiência cardíaca e todos (médicos e pacientes) tem grande interesse em fazer com que a FE aumente (e nunca caia).

Insuficiência Cardíaca e Coração Grande – Tudo!

A melhor maneira de aumentar a FE é realizando um ótimo tratamento da doença de base, do problema de saúde que PROVOCOU a Disfunção ventricular (a queda na FE). Portanto,

  • tratando as obstruções nas coronárias, tende a melhorar a FE.
  • tratando a arritmia, tende a melhorar a FE.
  • tratando hipertensão arterial, tende a melhorar a FE.
  • tratando o problema nas válvulas, tende a melhorar a FE.
  • E assim em diante.

Quais exames medem a Fração de Ejeção?

A fração de ejeção pode ser medida com técnicas de imagem, incluindo:

  • Ecocardiograma: Durante um ecocardiograma, as ondas sonoras são usadas para produzir imagens do seu coração e o sangue bombeando através de seu coração. Este é o método mais comum para avaliar a fração de ejeção. Outros métodos são muito mais raros.
  • Cateterismo cardíaco. Durante o cateterismo cardíaco, um tubo de plástico fino (cateter) é inserido em uma artéria no seu braço ou perna e, em seguida, mudou-se para o seu coração. As imagens podem ser tomadas durante o cateterismo que pode avaliar a fração de ejeção do seu coração.
  • Ressonância magnética (RNM). Durante uma ressonância magnética, um campo magnético e ondas de rádio são usados ​​para criar imagens transversais de partes específicas de seu corpo. Quando uma ressonância magnética é usada para estudar o coração, é conhecida como uma ressonância magnética cardiovascular.
  • Tomografia computadorizada (TC). Durante uma tomografia computadorizada, uma técnica especial de raios-X é usada para criar imagens transversais de partes específicas de seu corpo. Quando uma tomografia computadorizada é usada para estudar o coração, é conhecida como uma TC cardíaca.
  • Cintilografia Miocárdica. Durante uma análise nuclear, é possível avaliar a FE.

 

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