Opções não cirúrgicas para o paciente infartado.

O tratamento da doença isquêmica do coração é complexo e cheio de alternativas. O médico que atende um paciente com isquemia no coração tem três opções de tratamento. Elas não são exclusivas e dão ao médico ótimas opções para  tanto prolongar quanto melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Confira.

Opções-Cirugia-CRVM-tratamento

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Veja a dúvida de Karenrancura@gmail.com que motivou esse artigo:

“Meu pai faz um tratamento para o coração e segue a risca todas as recomendações, porém ele já teve um pequeno infarto e no último teste ergométrico deu ausência de alterações sugestivas de de isquemia, porém com provável AI (alteração isquêmcia) ântero septal e BRE (bloqueio do ramo esquerdo).

Sabemos que algumas artérias estão calcificadas o que impede procedimentos menores como o stent, porém o médico disse que a cirurgia não é indicada pela idade (75) e por outro problema que ele tem no rim. É isso mesmo? Não há nada que possamos fazer? O que isso quer dizer exatamente?
Obrigada!

Leia mais sobre o Teste Ergométrico:

Quais as opções de tratamento do infarto?

Existem 3 principais opções de tratamento:

  1. Tratamento com medicamento.
  2. Tratamento com Angioplastia.
  3. Tratamento com Revascularização do miocárdio – ponte de safena.

Tratamento Medicamentoso para infarto:

Não adianta, mesmo que o paciente faça uma cirurgia ou a angioplastia, ele precisará de tratamento medicamentoso. Ele precisará controlar a pressão arterial, o colesterol, a glicemia/glicose, além de baixar o peso e evitar a obesidade.

Portanto, discuta com seu médico as opções de tratamento medicamentoso.

Tratamento com Angioplastia para infarto:

A angioplastia com Stent é muito utilizada para tratar pacientes com infarto. Normalmente, a angioplastia desobstrui uma artéria entupida de colesterol.

Mas nem todas as obstruções de artérias podem ser tratadas com angioplastia, pois algumas artérias são finas ou com obstruções longas e irregulares. Nesse caso, o médico costuma optar pelo tratamento com remédio.

Tratamento com Revascularização para infarto:

Nesse artigo, falamos sobre a ponte de safena, que é uma das opções muito importantes para o tratamento do infarto. Leia mais.

Dúvidas e Dicas sobre a Ponte de Safena:

Quando não é possível fazer Cirurgia ou Angioplastia?

Algumas vezes, o paciente não tem condições clínicas (não suporta) o tratamento com Cirurgia de Revascularização – ponte de safena. No caso da pergunta que motivou esse artigo, o pai do paciente tinha um problema nos rins que o impedia de realizar a revascularização do miocárdio e o médico optou pelo tratamento com medicamentos. Daí, o médico opta pela Angioplastia junto com o tratamento medicamentoso.

Dúvidas e Dicas sobre a Ponte de Safena:

Mas, como falamos antes, quando as artérias são finas ou longas, a Angioplatia pode não ser muito eficiente. Daí, a melhor opção é o paciente ficar somente com o tratamento com medicamentos.

Suas dúvidas ajudam a construir o blog…

Essa pergunta ajudou muito a alguns leitores, pois abriu uma oportunidade de discutir um assunto muito importante que é o tratamento do infarto e da angina.

 

Author: Dr. Leonardo Alves

Médico, Cardiologista que entende que a internet pode e deve ser uma fonte inesgotável de informações para os pacientes. CRMMG: 33.669 - Trabalha na Clínica Cardiovasc, em Teófilo Otoni, MG

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6 Comments

  1. Olá Doutor, seu blog tem me ajudado muito, não por eu não estar sendo acompanhado por um profissional após infarto com sequela de IC devido a perda de massa cardíaca do ventrículo e baixa de fração de ejeção para 42℅. Levando em conta a localização do infarto, descendente anterior, e sua extensão, 27% de acometimento do VE, acredito que estou no lucro por ainda estar aqui digitando essas palavras. Inicialmente evolui bem após alta conseguindo gradativamente chegar a caminhar 30 minutos em dias intercalados, porém noto agora um decréscimo dessa condição, não pela falta de ar que nunca tive, mas sim pelas tonturas que me incomodam muito e vem de forma intermitente, dias fortes, dias fracos e dias ausentes.
    Ainda não fiz outro eco para saber se houve diminuição dá fração de ejeção, o que segundo meu cardiologista é possível porém improvável levando em conta que tenho apenas 6 meses de infartado.
    Sigo o tratamento a risca, medicamentoso e dieta, porém me afastei dos exercícios devido essa tontura.
    Complica saber que com 43 anos posso estar ficando limitado fisicamente sendo antes tão ativo.
    Sei que essa ansiedade pelo dia de amanhã tb prejudica o tratamento, mas infelizmente por hora é difícil controlar tal sentimento.
    Me resta aguardar o teste ergométrico, que ainda não fiz nenhum, e o novo eco.

    A pergunta…

    Essa tontura pode estar ligada diretamente a perda e Fração de Ejeção?

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  2. Tenho uma dúvida quanto a conduta médica no caso do meu pai. Sei que agora não há mais o que ser feito, mas isso não sai da minha cabeça e me sinto muito mal com isso.
    Meu pai chegou ao hospital por volta de 8:30h da manhã com diagnóstico de infarto.
    Chegou com uma dor muito forte no peito pois começou a passar mal na noite anterior, mas ao invés de buscar socorro médico imediatamente, ficou em casa esperando que melhorasse os sintomas.
    Foi atendido com medicação e ficou em observação durante a manhã. Por um momento meu pai teve uma melhora ao ponto de insistir que estava bem e que queria ir embora pra casa… Pois já estava bem. Minha mãe que estava o acompanhando diz que ele parecia estar bem, porém os médicos diziam que o quadro era instável e que ele permaneceria em observação… até aí tudo bem.
    Porém às 15:10h meu pai sofreu 3 paradas cardíacas e na terceira não resistiu e veio a óbito.
    A minha dúvida é com relação aos procedimentos médicos adotados. O paciente não deveria ter passado por uma angioplastia, um cateterismo ou qualquer outro procedimento que pudesse oferecer ao meu pai o desentupimento das placas de gorduras? O único exame realizado na ocasião foi o eletrocardiograma.
    Por mais que não haja o que ser feito e não se poder voltar ao passado, queria saber se esses procedimentos não seriam os corretos a serem adotados?
    O médico que deu a notícia do falecimento apenas disse que não teve muito o que ser feito pois o meu pai demorou muito para buscar o atendimento.
    Fico me perguntando diariamente se ele tivesse em um hospital em excelência de atendimento se hoje ele não estaria aqui entre nós.
    Obrigada

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    • Opa,
      Meus sentimentos.
      “Fico me perguntando diariamente se ele tivesse em um hospital em excelência de atendimento se hoje ele não estaria aqui entre nós.” Isso depende de uma série de fatores.
      – Há infartos muito fulminantes: que mata, independente de qualquer hospital
      – mas há situações em que exames mais rápidos / angioplatia primária e até cirurgia ajudam o paciente a passar pelo momento mais crítico.
      – CTI e unidade coronariana também fazem parte do arsenal terapêutico.
      Difícil e delicado para mim emitir alguma opinião.
      Abraços.

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  3. Fiz uma angioplastia a 7 anos , nunca mais senti nada, Posso doar sangue?

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