Ponte miocárdica e angina refratária não são uma ocorrência incomum, mas o que realmente é Angina refratária na ponte miocárdica? Quando podemos dizer que as opções de tratamento se esgotara? Confira!

Pergunte ao Cardiologista:

A pergunta de hoje vem da Queli neste artigo.

Acho que ponte miocárdica é sinônimo de “não tem nada grave”, daí tenho que conviver com os sintomas…
Sério! Me sinto muito mal ao ir no consultório…
Semana passada meu coração estava muito acelerado, fiquei uns 3 ou 4 dias com ele acima de 100 em repouso, e acima de frequência cardíaca acima de 120bpm na maioria do tempo, meu marido queria me levar ao PS, eu não fui… pra quê??? Para dizerem que não é nada? Fiquei em casa, tomei propanolol e procurei não me “mexer” muito, até melhorar…

Qual é a dúvida?

Há algumas dúvidas nos comentários da Queli:

  • Minha ponte miocárdica é grave?
  • O que é Ponte miocárdica e angina refratária?
  • Quando dizer que o tratamento não está suficiente?

Ponte miocárdica é uma doença grave?

A resposta mais adequada é: às vezes, é grave; às vezes não é grave!

Dependendo da extensão da ponte miocárdica e da área que fica em isquemia durante o episódio de Angina/isquemia, sim ela pode ser grave. 1)NCBI

Quanto maior a extensão e a área de isquemia que a ponte miocárdica provoca, maior é a gravidade.

Ponte miocárdica: evolução clínica e terapêutica

Ponte miocárdica e angina refratária – quê fazer?

A angina refratária é a angina que não melhora com o máximo de medicações disponíveis para o seu tratamento. Vamos supor algumas situações:

  1. O paciente tem angina provocada pela ponte miocárdica e já usou a dose máxima da medicação escolhida e mesmo assim, ele ainda tem dor.
  2. O paciente tem angina provocada pela ponte miocárdica e já usou a dose máxima da medicação escolhida, daí, o médico opta por associar uma outra medicação e mesmo assim, ele ainda tem dor.

Estas duas situações acima indicam que o paciente tem uma Angina Refratária ao tratamento, entendido?

Tratamento Medicamentoso da Ponte Miocárdica!

Qual é a meta do médico?

A principal meta do médico é aliviar a dor do paciente, eliminar ou reduzir muito a angina do paciente. Na verdade, só consideramos o paciente controlado, quando ele não tem dor nas principais atividades do seu dia-a-dia.

Metas subjetivas no tratamento da Ponte Miocárdica:

São aquelas nas quais o paciente relata ao médico. A principal delas é a presença ou ausência da ANGINA, como falamos acima!

Metas objetivas no tratamento da Ponte Miocárdica:

São aquelas nas quais o próprio médico detecta durante o exame físico ou por exames complementares, são elas:

  1. Frequência cardíaca de repouso: controlada! em torno de 50 bpm ou 60 bpm
  2. Frequência cardíaca em exercício: controlada! FC de no máximo, 100 bpm no pico do esforço.
  3. Teste ergométrico: Ausência de dor no esforço induzido.
  4. Cintilografia: Ausência de áreas de isquemia no miocárdio.

Minha frequência está 110 bpm, em repouso!!!

Na dúvida da Queli, ela relata que sua FC está em torno de 110 bpm em repouso e diz que Ponte miocárdica e angina refratária.

Semana passada meu coração estava muito acelerado, fiquei uns 3 ou 4 dias com ele acima de 100 em repouso, e acima de 120 na maioria do tempo,

Ou seja, baseado nos critérios objetivos, sua FC não está controlada, pois precisa estar girando em torno de 60 bpm e não os 120 bpm que ela relata.

Taquicardia não é sintoma de Angina!

Mas há que se observar que taquicardia NÃO É SINTOMA DE ANGINA. É apenas taquicardia sinusal.

Taquicardia não é doença, é apenas uma situação que incomoda aos pacientes.

O que fazer?

Nas situações em que você se sente inseguro com o tratamento da Ponte Miocárdica, você deve voltar ao seu médico para que ele faça ajustes na sua medicação e busque um controle da frequência cardíaca de forma mais adequada.

Seu médico também buscará outros fatores que podem estar piorando sua angina e tomará a decisão mais acertada para você ficar com uma saúde melhor!

Dúvidas?

Deixe o seu comentário! Se você tem Ponte miocárdica e angina refratária, deixe o seu comentário!

 

References   [ + ]

1. NCBI
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