Qual o seu Risco de Infarto daqui há 10 anos?

É isso mesmo! Você pode saber o seu Risco de Infarto do miocárdio daqui há 10 anos! Não sabia disso? Então, leia esse artigo e veja como os cardiologistas podem prever a sua chance de infartar daqui há 10 anos, tudo cientificamente comprovado! O Infarto Agudo do Miocárdio ou uma Angina de peito é a primeira manifestação clínica em metade dos pacientes que sofrem de doenças das coronárias? 1)Ncbi.nlm Continue lendo.

 

Meta: Diagnosticar Infarto antes de ter Sintomas!

Se a metade dos pacientes tem Angina ou Infarto antes de ter qualquer sintoma do coração, como detectar esse paciente? 2)Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular Desta forma, a identificação dos indivíduos assintomáticos (ainda não-paciente) que estão mais predispostos é crucial para a prevenção efetiva com a correta definição das metas de prevenção de um cardiologista 3)Ncbi.nlm.

Muito provavelmente, seu cardiologista já fez esse cálculo para você – talvez ele não tenha lhe falado, mas muito provavelmente, ele já te classificou em uma das categorias de risco.

A ciência criou fórmulas estatísticas para tentar descobrir quem são esses pacientes mais propensos a ter infarto do miocárdio – São os chamados ESCORES DE RISCO, que servem para estimar a gravidade da doença cardiovascular (DCV).

 

Quais as Principais Fórmulas de Calcular meu Risco de Infarto?

Entre os algoritmos existentes, estão o:

  • Escore de Risco de Framingham (ERF) 4)NCBI,
  • Escore de Risco de Reynolds (ERR) 5)Jama 6)Circulation
  • Escore de Risco Global (ERG) 7)Publimed e o
  • Risco pelo Tempo de Vida (RTV) 8)Circulation 9)NCBI, são opções que serão discutidas adiante.

Você mesmo pode calcular seu Escore de Risco Global, veja ao final desse artigo.

 

Escore de Risco de Framingham (ERF):

O Escore de Risco de Framingham (ERF) 10)NCBI estima a probabilidade de ocorrer infarto do miocárdio ou morte por doença coronária no período de 10 anos em indivíduos sem diagnóstico prévio de aterosclerose clínica 11)NCBI.

Obviamente, que o cálculo não tem a garantia matemática, pois é um cálculo de PROBABILIDADE, mas ele identifica adequadamente indivíduos de alto e baixo riscos.

Escore de Risco de Reynolds

O Escore de Risco de Reynolds (ERR) inclui o exame da proteína C-reativa (PCR) e o antecedente familiar de doença coronária prematura e estima a probabilidade de infarto do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral), morte e revascularização em 10 anos.  12)Jama 13)Circulation

Escore de Risco Global (ERG)

O ERG estima o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico (AVE), insuficiência vascular periférica e insuficiência cardíaca em 10 anos.

Esse escore é o Escore indicado pela Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular. 14)Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular

Risco pelo Tempo de Vida

Já o RTV, avalia a probabilidade de um indivíduo, a partir de 45 anos, apresentar um evento isquêmico. O cálculo do RTV considera que o indivíduo pertença exclusivamente a uma das seguintes categorias:

  • a) aqueles sem fatores de risco, ou com todos os fatores de risco ótimos aos 45 anos;
  • b) os que possuam um ou mais fatores de risco não ótimos;
  • c) aqueles com um ou mais fatores de risco elevados;
  • d) os com um dos principais fatores de risco;
  • e) aqueles com dois ou mais dos principais fatores de risco

 

Fase 1 – Presença de doença aterosclerótica significativa ou de seus equivalentes

A avaliação do seu Risco de Infarto é feito em Fases/Etapas. O primeiro passo na estratificação do risco é a identificação de manifestações clínicas da doença aterosclerótica ou de seus equivalentes (como a presença de diabetes melito tipos 1 ou 2, ou de doença renal crônica. Enfim, se você já tem algumas dessas doenças, você já é de alto risco de infarto e/ou manifestações cardíacas no futuro.

– Um paciente portador de Diabetes – já tem um risco elevado de Infarto do Miocárdio.

– Um paciente, mesmo jovem, que faz hemodiálise –  já tem um risco elevado de Infarto do Miocárdio.

Indivíduos assim identificados, homens e mulheres, possuem risco superior a 20% em 10 anos de apresentar novos eventos cardiovasculares ou de um primeiro evento cardiovascular. 15)Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular

  • Doença aterosclerótica arterial coronária (Infarto e Angina estável), cerebrovascular ou obstrutiva periférica, com manifestações clínicas (eventos cardiovasculares), e ainda na forma subclínica documentada por metodologia diagnóstica.
  • Procedimentos de revascularização arterial (Revascularização do Miocáridio, AngioplastiaPonte de Safena)
  • Diabete melito tipo 1 e tipo 2.
  • Doença renal crônica.

 

Risco de Infarto (2)

O paciente que se enquadrar em uma dessas categorias, não requer outras etapas para estratificação de risco, sendo considerado automaticamente de ALTO RISCO.

 

Fase 2 – Escore de risco

SE VOCÊ NÃO TEM nenhum dos fatores classificados acima, no parágrafo anterior, você precisa ter o seu Risco de Infarto calculado pelo Escore de Risco Global. 16)Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular

 

O Escore de Risco Global que irá dizer se seu risco de Infarto é Elevado ou não!

 

Quais são os Percentuais de Risco de Infarto?

  • Baixo Risco: Risco de Infarto Menor que 5% em 10 anos.
  • Risco Intermediário:
    • Em mulheres: Entre 5% a 10% de Risco de Infarto em 10 anos.
    • Em Homens: Entre 5% a 20% de Risco de Infarto em 10 anos.
  • Alto Risco:
    • Em mulheres: Mais do que 10% de Risco de Infarto em 10 anos.
    • Em Homens: Mais do que 20% de Risco de Infarto em 10 anos.

 

Note que a Mulher apresenta um Risco de Infarto maior em uma mesma nota no Escore de Risco Global.

 

 

Fase 3 – Fatores Agravantes do Risco de Infarto.

Após avaliar o seu Escore de Risco, o cardiologista irá avaliar a presença ou não de Fatores Agravantes. Se você tiver um desses agravantes, você é graduado para um Nível de Risco Acima do que você estava.

 

 

Fase 4 – Estratificação de Risco pelo Tempo de Vida:

Um fato interessante é que quando eu digo a um paciente que ele tem 5% de Risco de Infarto em 10 anos, ele entende que é muito baixo e pode desvalorizar as medidas preventivas. Pensando nisso, e visando reduzir a carga da doença cardiovascular na população, tem-se enfatizado o cálculo do risco global em 10 anos.

No entanto, observa-se que grande parte dos indivíduos considerados de baixo risco em 10 anos, é, na verdade, de alto risco ao longo do tempo de vida.

A estimativa do risco de doença cardiovascular pelo tempo de vida permite estratificar de forma mais abrangente a carga de doença cardiovascular na população geral, no momento e no futuro, pois leva em conta o risco de doença cardiovascular enquanto o indivíduo envelhece.

O uso do Risco pelo Tempo de Vida é indicado em indivíduos de riscos baixo e intermediário, a partir dos 45 anos.

O risco predito pelo Tempo de Vida acima de 39% em homens ou superior a 20,2% em mulheres caracteriza condição de alto risco pelo tempo de vida. 22)Common carotid intima-media thickness measurements in cardiovascular risk prediction: a meta-analysis. 23)Comparison of novel risk markers for improvement in cardiovascular risk assessment in intermediate-risk individuals.

 

O próprio paciente pode Calcular seu Escore de Risco Global!

Hoje, com a facilidade que a internet nos traz, o próprio paciente pode calcular seu Escore de Risco Global. Uma das maneiras é utilizando Calculadoras que estão disponíveis na internet ou Aplicativos (APP) que podem ser baixados para o seu Smartphone.

Como Calcular o Escore de Risco Global:

Descrição do Aplicativo: 24)GooglePlay

O ER Cardiovascular segue a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, a mais recente Diretriz publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Projetado e desenvolvido com o intuito de auxiliar profissionais e estudantes da área da saúde, com o ER Cardiovascular, você poderá estratificar o risco de doenças cardiovasculares de maneira fácil e segura, com os métodos recomendados pela Diretriz.
Realize as 3 etapas para estratificação do risco em 10 anos:
– Determinar a presença de doença aterosclerótica significativa ou de seus equivalentes;
– Calcule os escores de predição do risco com o ER Global;
– Reclassifique o risco predito pela presença de fatores agravantes do risco.
E ainda:
– Para cada método/etapa, consulte a respectiva parte teórica para tirar dúvidas;
– Precisa rever o risco do último paciente? Poupe tempo! Reutilize os dados do último paciente;
– Verifique as metas terapêuticas primárias e secundárias, de acordo com a classificação do risco;
– Faça o download completo da Diretriz de dentro do aplicativo, e tenha rápido acesso sempre que precisar;
Recursos Premium:
– Estratifique de forma mais abrangente a carga de doenças cardiovasculares no futuro, enquanto o indivíduo envelhece através do Escore de Risco pelo Tempo de Vida;
– Estratifique o risco de doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio ou morte por doença coronariana através do famoso e reconhecido Escore de Risco de Framingham;

 

Já calculou o seu risco de Infarto do Miocárdio?

Calcule e deixe no comentário.

References   [ + ]

Author: Dr. Leonardo Alves

Médico, Cardiologista que entende que a internet pode e deve ser uma fonte inesgotável de informações para os pacientes.
CRMMG: 33.669 – Trabalha na Clínica Cardiovasc, em Teófilo Otoni, MG

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