Transtorno do pânico ou Síndrome do Pânico às vezes, ocorre nas famílias, mas ninguém sabe ao certo por que algumas pessoas têm enquanto outras não. Pesquisadores descobriram que várias partes do cérebro estão envolvidas no medo e ansiedade. A síndrome do pânico guarda uma estreita relação com o coração e com as palpitações – por isso, você precisa ler esse artigo.

sindrome do panicoAprendendo mais sobre medo e ansiedade no cérebro, cientistas podem ser capazes de criar melhores tratamentos. Os investigadores também estão procurando maneiras em que o estresse e fatores ambientais podem desempenhar um papel. 1)Panic Disorder

 

Tipos de transtornos de Ansiedade

O primeiro artigo dessa série, você teve uma visão geral do que é a Ansiedade e que Existem três tipos de transtornos de ansiedade, discutidos aqui:

 

Transtorno / Síndrome do Pânico – Sintomas Físicos!

Pessoas com transtorno do pânico (ou síndrome do pânico) podem ter:

  • Repentinos e repetidos ataques de medo;
  • Uma sensação de estar fora de controle durante um ataque de pânico;
  • Uma intensa preocupação sobre quando acontecerá o próximo ataque;
  • Um medo ou evitação de lugares onde os ataques de pânico ter ocorrido no passado;
  • Sintomas físicos durante um ataque, como
    • Palpitações ou taquicardia,
    • Sudorese,
    • Dispneia e falta de ar;
    • fraqueza ou
    • tonturas,
    • sensação quente ou
    • Sensação de frio,
    • mãos formigando ou dormentes,
    • dor no peito ou
    • dor de estômago. 2)Adaa.org

 

Quem está em risco da Síndrome do Pânico?

O Transtorno do pânico afeta cerca 6 milhões de americanos adultos 3)Panic Disorder e é duas vezes mais comum em mulheres como homens. Ataques de pânico, muitas vezes começam no final da adolescência ou início da idade adulta, mas nem todo mundo que experimenta ataques de pânico irá desenvolver o transtorno do pânico.

Muitas pessoas têm apenas um ataque e nunca terá outro. A tendência para desenvolver ataques de pânico parece ser herdada.

 

Diagnóstico do Transtorno do pânico!

ataque de panicoAtaques de pânico podem ocorrer a qualquer momento, mesmo durante o sono. Um ataque geralmente tem picos em 10 minutos, mas alguns sintomas podem durar muito mais tempo.

Pessoas que têm ataques de pânico repetidos podem se tornar muito instáveis emocionalmente e até inabilitados para o trabalho por sua condição e deve procurar tratamento antes de começar a evitar lugares ou situações onde ocorreram ataques de pânico.

Por exemplo, se um ataque de pânico aconteceu no elevador, alguém com transtorno do pânico pode desenvolver medo de elevadores que poderia afetar a escolha de um emprego ou um apartamento e restringir onde essa pessoa pode procurar atendimento médico ou desfrutar de entretenimento.

Algumas pessoas se tornam tão restritas que evitam as atividades normais, tais como fazer compras ou dirigir. Cerca de um terço se tornar presa ou restritas à sua casa, ou não são capazes de enfrentar uma situação que lhes causam medo a não ser que estejam acompanhados de um cônjuge ou outra pessoa de confiança.

Agorafobia…

Quando a condição progride esta longe, é chamado de agorafobia, ou medo de espaços abertos. 4)Adaa.org

O Tratamento precoce pode muitas vezes impedir a agorafobia, mas pessoas com transtorno do pânico podem às vezes ir de médico para médico há anos e visitar a sala de emergência repetidamente antes alguém diagnostique corretamente sua condição.

Isso é lamentável, porque o transtorno do pânico é um do mais tratável de todos os transtornos de ansiedade, respondendo na maioria dos casos a determinados tipos de medicação ou certos tipos de psicoterapia cognitiva, que ajudam a mudar os padrões de pensamento que levam ao medo e à ansiedade.

 

Síndrome do Pânico – Sintomas Causas:

Nesse video, a Síndrome do Pânico é explicada em termos práticos, confira:

 

 

Síndrome do Pânico – Depoimentos:

Há diversos Depoimentos sobre a Síndrome do Pânico de pacientes que relatam a doença como terrível, veja abaixo. 5)Psicoterapia.psc.br

“De repente os olhos embaçaram, eu fiquei tonto, não conseguia respirar, me sentia fora da realidade, comecei a ficar com pavor daquele estado, eu não sabia aonde ia parar, nem o que estava acontecendo…”

” …era uma coisa que parecia sem fim, as pernas tremiam, eu não conseguia engolir, o coração batendo forte, eu estava ficando cada vez mais ansiosa, o corpo estava incontrolável, eu comecei a transpirar, foi horrível…”

“Depois da primeira vez eu comecei a temer que acontecesse de novo, cada coisa diferente que eu sentia e eu já esperava… ficava com medo, não conseguia mais me concentrar em nada… deixei de sair de casa, eu não conseguia nem ir trabalhar.”

“Quando começa eu já espero o pior, “aquilo” é muito maior do que eu, o caos toma conta de mim, é como uma tempestade que passa e deixa vários estragos… principalmente eu me sinto arrasada. Eu sempre fico com muito medo de que aquilo ocorra de novo… minha vida virou um inferno.”

 

Síndrome do pânico – Os Gatilhos:

O psiquiatra Márcio Bernik no site do Dr. Dráuzio Varella faz uma descrição interessantes sobre os gatilhos mentais da síndrome do pânico.

Drauzio – Quais são os gatilhos mais frequentes para as crises do transtorno de pânico? Por que uma pessoa passa 30 anos sem ter nada e um dia, por ter ficado fechada dentro de um elevador quebrado, começa a manifestar o problema em situações que nada tem a ver com esse fato? Drauzio – Quais são os gatilhos mais frequentes para as crises do transtorno de pânico? Por que uma pessoa passa 30 anos sem ter nada e um dia, por ter ficado fechada dentro de um elevador quebrado, começa a manifestar o problema em situações que nada tem a ver com esse fato?  

Márcio Bernik – – O transtorno de pânico é uma doença que se manifesta especialmente em jovens e acomete mais as mulheres do que os homens. A maioria dos pacientes tem a primeira crise entre 15 e 20 anos desencadeada sem motivo aparente.

Com o passar do tempo, as crises vão se repetindo de maneira aleatória. Não prever quando podem surgir novamente gera uma ansiedade chamada de antecipatória. A pessoa fica preocupada com o fato de que os sintomas possam aparecer numa situação para a qual não encontre saída nem ajuda, como dentro de elevadores, metrô, aviões, salas de espera de médicos e dentistas, congestionamentos de trânsito. Se reagir de forma a evitar esses lugares a partir dessa experiência, desenvolverá uma segunda doença, a agorafobia, um quadro fóbico provocado pelo pânico não tratado, que se caracteriza por fugir de situações nas quais uma crise de pânico possa representar perigo, causar embaraço ou a sensação de estar presa numa armadilha. Geralmente os pacientes com pânico sofrem mais pela agorafobia do que pelo pânico em si. É o medo do medo.

Drauzio – Isso não seria de certo modo inevitável?

Márcio Bernik – Não é inevitável. É raro, mas algumas pessoas com personalidade mais robusta, mesmo com crises frequentes, não desenvolvem agorafobia. Outras, depois de duas ou três crises, praticamente ficam presas ao lar. Nos casos mais graves, o paciente não consegue sair de casa sozinho. É importante registrar que a maioria das pessoas rapidamente desenvolve algum grau de limitação. Em geral, só conseguem ir trabalhar, se puderem percorrer o mesmo caminho. Pegar um avião ou uma estrada congestionada num feriado é hipótese fora de cogitação.

Outra característica importante da agorafobia é que, uma vez estabelecida, não constitui uma fase passageira da doença e não cura sozinha. Além disso, as crises não desaparecem com a idade. Começam quando a pessoa é jovem e se manifestam até a idade madura.

Até pouco tempo atrás, as crises de transtorno do pânico eram atribuídas ao nervosismo ou desequilíbrio psicológico. Nos prontos-socorros, recebiam o diagnóstico de peripaque ou distúrbio neurovegetativo, uma maneira mais ou menos pejorativa de os médicos dizerem que o paciente não tinha nada, embora estivesse apresentando um episódio patológico de origem cerebral. 6)Dráuzio Varella

 

Síndrome do pânico – Comportamentos comuns:

Alguns comportamentos são comuns em quem é portador de Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico:

  1. Medo de “voltar a sentir medo”. Muitas vezes o simples pensamento de entrar num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeia a crise.
  2. Ansiedade antecipatória.
  3. No cinema ou teatro sentar na ponta da fileira, não no meio.
  4. No restaurante sentar perto da saída.
  5. Não trancar a porta quando vai ao banheiro.
  6. Passar por cardiologistas, clínicos, hospitais, laboratórios, etc., com todos os exames normais, a não ser, com certa frequencia, um Prolapso de Válvula Mitral, que os cardiologistas não consideram patológico. 7)Psiquiatrial.med.br

 

Síndrome do Pânico e Problemas Graves…

alcoolismo e panicoTranstorno do pânico é muitas vezes acompanhado de outros problemas graves, tais como depressão, abuso de drogas ou alcoolismo. Estas condições precisam ser tratados separadamente.

Pânico e Depressão…

Os sintomas da depressão incluem sentimentos de tristeza ou desesperança, mudanças nos padrões de apetite ou o sono, baixa energia e dificuldade de concentração. A maioria das pessoas com depressão pode ser efetivamente tratada com medicamentos antidepressivos, certos tipos de psicoterapia ou uma combinação dos dois.

Primeiro, converse com seu médico sobre os seus sintomas. Seu médico deve fazer um exame para ter certeza de que um outro problema físico não está causando os sintomas. O médico pode encaminhá-lo para uma especialista em saúde mental.

Um Relato de Síndrome do Pânico…

Descobri que tenho extrasistoles mas os medicos que eu tenho ido não me explicam e quando sinto fico aflita, pois sou ansiosa, e tenho pânico, no dia 28/07/2011 que realizei um holter de 3 canais e foi verificado no laudo:

Laudo do Holter:

  •  1. Ritmo Sinusal.
  • FC Minima de 44 bpm
  • FC Media de 58 bpm
  • FC Máxima de 101 bpm.
  • 2. Intervalo PR dentro da normalidade.
  • 3. Ausência de disturbios da condição intraventricular.
  • 4. Atividade ectopica Ventricular não observada.
  • 5. Atividade ectopica Supraventricular Esporádica.
  • Apresentou 4 Extrasistoles Supraventricular isolada
  • 6. Ausência de alterações significativas da Repolarização Ventricular Durante o exame.
  • 7. Ausência de Pausas
  • 8. Ausente de sintomas correlatos.

Só que no dia que fiz o exame não sentir os sintomas que sinto, até pensei que não ia apresentar, pois quando sinto as vezes é no coração, as vezes na garganta, as vezes dá aquela batida forte, as vezes estou dormindo e acordo.

Em algumas vezes é como se desse uma pausa e depois ele bate rapido, já procurei uma arritmologista em Salvador, ela não passou exame nenhum, na epoca estava tomando selozok de 50 que uma cardiologista passou, então ela só fez mudar passei a tomar Atenolol de 25.

Minha pressao arterial é sempre normal, mas quando fico tensa ou nervosa a tendência é subir, mas o mais alto foi 15/10 isto no pico de ansiedade e medo, mas fora este quadro e 12/80 ou 11/70, mas mudou o pensamento para um quadro estressante de medo ela muda também.

Estes dias estou sentindo bastante as extra-sistoles e fico com medo não sei o qua fazer, gostaria de sua ajuda.

Você como cardiologista me oriente, que devo fazer. Tenho muito medo, estas extra-sistoles são normais? Fico aflita pois agora esta mais frequente, quais as causas que pode aparecer em meu coração. Não é perigoso no futuro passar tanto anos tomando atenolol?

Que exame devo fazer? fico no aguardo de sua resposta o mais breve possível.  Por favor me ajude a sair desta ansiedade.

 

Síndrome do Pânico – Dicas para a Crise:

As crises são bastante desagradáveis, e algumas dicas podem auxiliar a complementar o tratamento. Confira as dicas do psiquiatra e clínico geral do Dr. Cyro Masci 8)Portal Uai

1. Respire . Durante as crises de pânico a respiração fica bem alterada, o que piora muito o quadro. Inspire lentamente pelo nariz, retenha por pouquíssimo tempo o ar nos pulmões e exale também lentamente pelo nariz. É muito importante que o tempo que o ar sai, a expiração, dure o dobro do tempo que levou para entrar. Se você inspirou, por exemplo, por 2 segundos, a expiração deve durar 4 segundos. Mantenha essa respiração controlada por 30 a 60 segundos. Treine antes das crises.

2. Incomoda mas não mata. Sintomas de pânico são bem desagradáveis, mas não levam a morte. Tenha sempre presente que sensação ruim não significa que alguma doença grave está presente, especialmente depois que algum médico assegurou esse fato.

3. Mude o foco da atenção. Ao invés de ficar focado nos sintomas, procure desviar sua atenção para alguma outra coisa, um cenário, uma foto, ou alguma imagem relaxante que você tenha de algum lugar que conheceu. Ficar prestando atenção aos sintomas só cria mais medo.

4. Não fique muito tempo sem comer. Até mesmo 3 ou 4 horas sem se alimentar pode provocar queda dos níveis de açúcar no sangue e provocar uma crise de pânico. Coma periodicamente, não fique em jejum prolongado.

5. Seja seletivo com as notícias e informações que procura. Não estimule seu cérebro com catástrofes desnecessariamente, por exemplo, com notícias em que você não pode fazer nada a respeito e só servem para colocar seu cérebro em alarme e facilitar mais crises.

6. Restrinja cafeína. Café no máximo 4 ao dia, sendo que o último até as 17 horas, ou você pode provocar insônia. Excesso de cafeína pode, isoladamente, provocar crises de pânico.

7. Não tente guardar tudo na memória. Faça uma lista simples do que tem que fazer durante o dia e vá ticando quando completa. Se não fizer isso, vai criar um senso de urgência indefinido que só piora tudo.

 

O quê fazer? Tenho pânico ou uma Doença Cardíaca?

Muitos pacientes ficam na situação da paciente acima.

Além de um claro transtorno de Ansiedade e de uma Síndrome do Pânico, a paciente merece uma investigação criteriosa para saber se a extra-sístole é só por ansiedade ou se ela tem alguma outra doença cardíaca que possa causar todos os seus sintomas.

As alterações apresentadas no Holter são suficientes para causar tantos sintomas?

  • Atividade ectópica Supraventricular Esporádica.
  • Apresentou 4 Extrassístoles Supraventricular isolada

É fundamental que pacientes procurem seus médicos e façam uma avaliação criteriosa.

 

Você tem síndrome do pânico?

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